dezembro 18, 2003

Smile 51

Ode ao Secador de Mãos das Casas-de-Banho Públicas

Tu que pendurado na parede
Sopras e me secas as mãos
Quem te monta nem sempre te mede
E às vezes me sopras os colhãos
A fila de espera pelo calor
Chega a ser de dois ou três
E há sempre um ou outro estupor
Que seca as mãos mais de uma vez
E mesmo aqueles que te ignoram
E que saem de mãos a abanar
Sabem no fundo que te adoram
Mesmo secando as mãos ao ar
Às vezes ligo-te no botão
Outras ligas-te sozinho
Passo-te por debaixo a mão
E logo vem o ar quentinho
Às vezes enganas a gente
Sem cumprir o teu trabalho
Quando espero teu ar quente
Manda-lo frio como o ca……
Mas quero que saibas, aparelho,
Agradeço a quem te inventou
Quando um dia for já velho
Com as mãos que teu ar secou!

Publicado por Pikes em dezembro 18, 2003 02:24 PM
Comentários

7, de 1 a 10.

Afixado por: Senhor Douror em dezembro 19, 2003 04:27 PM

Risos!

Afixado por: Alexandre Monteiro em dezembro 18, 2003 05:00 PM

A rima com mãos está... como direi? Original... ;)

Afixado por: Luis Duarte em dezembro 18, 2003 04:51 PM

Ah poeta !

Afixado por: TR5 em dezembro 18, 2003 04:08 PM